Dia: 10/03/2026

O que é o condomínio voluntário e suas regras

Preço de aluguel de sala comercial asa sul

No universo imobiliário, é muito comum encontrar imóveis que pertencem a mais de uma pessoa. Quando essa copropriedade nasce da vontade das partes — como dois amigos que compram um terreno ou sócios que investem em uma sala comercial — estamos diante do condomínio voluntário. Diferente do condomínio edilício (prédios e apartamentos), o condomínio voluntário é regido por regras específicas do Código Civil que todo investidor e corretor de imóveis deve conhecer. Como funciona o condomínio voluntário? O condomínio voluntário ocorre quando duas ou mais pessoas detêm a propriedade de um mesmo bem de forma simultânea. Cada proprietário possui uma “fração ideal” (uma porcentagem) do imóvel. Embora todos sejam donos do todo, as decisões e os custos devem ser compartilhados proporcionalmente ao tamanho da cota de cada um. As principais regras de convivência e gestão Para que a parceria não se torne um problema jurídico, existem regras claras:

1. Uso do bem: Cada condômino pode usar a coisa conforme sua destinação, desde que não impeça os outros proprietários de fazerem o mesmo. 2. Despesas e dívidas: Todos os custos (IPTU, manutenção, reformas necessárias) devem ser divididos na proporção das frações ideais. Se um dono pagar tudo sozinho, ele tem o direito de cobrar o reembolso dos demais. 3. Administração: As decisões sobre o imóvel são tomadas pela maioria. Se houver impasse, a maioria é calculada pelo valor das frações, e não apenas pelo número de pessoas. 4. Venda da quota-parte: Um proprietário pode vender sua parte para terceiros, mas deve obrigatoriamente dar preferência aos outros condôminos em igualdade de condições e preço. A extinção do condomínio Uma das características mais importantes do condomínio voluntário é que ninguém é obrigado a permanecer em sociedade para sempre. A qualquer momento, um dos donos pode exigir a extinção do condomínio. Se o imóvel for indivisível (como uma casa ou um apartamento) e os donos não chegarem a um acordo sobre a venda, o bem pode ser levado a leilão judicial para que o valor arrecadado seja repartido. Para corretores e investidores, entender o condomínio voluntário é essencial para intermediar vendas de heranças ou parcerias de investimento com segurança jurídica e transparência.

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Curitiba corporativa: como aproveitar brechas naagenda para conhecer a cidade

Coisas legais para fazer em curitiba, veja aqui

Sabe aquele hiato entre o fim de uma reunião no Centro Cívico e o horário do seu voo no Afonso Pena? Ou aquela manhã de quarta-feira que ficou livre porque o cliente desmarcou de última hora? Se você viaja a trabalho para Curitiba, já deve ter percebido que a cidade é um convite silencioso para sair do lobby do hotel. O problema é que, na correria corporativa, a gente acaba viciado no eixo aeroporto-hotel-escritório, perdendo o que a capital paranaense tem de melhor: a logística a favor do lazer. Diferente de São Paulo, onde um deslocamento pode arruinar seu cronograma, Curitiba é “compacta” para quem sabe se movimentar. Se você tem duas horas, dá para ver o mundo. Se tem quatro, dá para ter uma experiência gastronômica de verdade. O “pulo” cirúrgico: Jardim Botânico e MON Se a sua brecha é curta, não invente moda. Vá direto ao Jardim Botânico. É o clichê que vale a pena, especialmente se for no início da manhã ou no fim de tarde.

O ar é outro, e a estrutura de ferro da estufa rende aquela foto que prova que você não ficou só trancado em salas de reunião com ar-condicionado. Agora, se você prefere algo mais “intelectualizado” ou precisa de um café de qualidade para responder e-mails, o Museu Oscar Niemeyer (o famoso MON ou “Museu do Olho”) é o seu lugar. O vão livre é impactante e, mesmo que você não tenha tempo de percorrer todas as exposições, o entorno — o Bosque do Papa — oferece uma paz que ajuda a baixar o cortisol do dia de trabalho. Ali perto, o Centro Cívico concentra o poder político e jurídico, então a logística para quem está em reuniões governamentais é perfeita. O jantar que vira evento em Santa Felicidade Esqueça o serviço de quarto. Se a noite chegou e você quer fechar um negócio ou apenas relaxar com a equipe, Santa Felicidade é o destino. Mas aqui vai uma dica de quem conhece: fuja do óbvio se quiser algo mais intimista. Embora os grandes restaurantes sejam icônicos, o bairro tem adegas e pequenas cantinas que preservam a herança italiana de forma mais autêntica.

Pedir um vinho local e um rodízio de massas é o “confort food” necessário após um dia de planilhas e negociações. A cartada de mestre: E se a sexta-feira terminar mais cedo? Se por um milagre o seu compromisso acabar na hora do almoço de uma sexta ou se você decidiu esticar o fim de semana, existe um divisor de águas: o passeio de trem pela Serra do Mar. Eu sempre digo aos meus clientes corporativos que essa é a melhor forma de “despressurizar”. São cerca de quatro horas de descida rumo a Morretes. Você sai do agito urbano e mergulha na maior reserva contínua de Mata Atlântica do país. A engenharia da ferrovia Paranaguá-Curitiba, inaugurada em 1885, é de cair o queixo — pontes que parecem flutuar e túneis cavados na rocha. Chegando em Morretes, o ritual é obrigatório: comer o Barreado. É um prato pesado? Sim. Mas é a alma do Paraná. A carne cozida por horas até desfiar, servida com farinha de mandioca e banana, é uma experiência sensorial que faz qualquer estresse de escritório desaparecer. Se tiver mais uma horinha, dê um pulo em Antonina para ver as ruínas e o mar antes de subir a serra de volta (desta vez de transfer ou van, para ganhar tempo). Dicas práticas para não perder o voo: O clima é real: Curitiba pode ter as quatro estações em 15 minutos. Tenha sempre um casaco leve e um guarda-chuva no carro.

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O que faz de Curitiba a capital mais fria e acolhedorado país?

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Já sentiu aquele ventinho cortante que desce a Serra do Mar e te faz ajustar o cachecol antes mesmo de sair do aeroporto? Pois é, Curitiba tem essa fama de “geadeira”, mas quem vive o dia a dia daqui sabe que o frio é só uma moldura para uma cidade que funciona com uma precisão quase europeia. O que realmente intriga quem vem de fora não é apenas o termômetro marcando 8°C em plena tarde de terça-feira, mas como a capital paranaense consegue ser, ao mesmo tempo, austera e extremamente convidativa. A gente costuma dizer que Curitiba não é uma cidade de grandes monumentos isolados, mas de experiências que se conectam. Você começa a manhã tomando um café no Centro Cívico, observando a arquitetura arrojada do Museu Oscar Niemeyer — o famoso “Olho” — e, em vinte minutos, está caminhando entre as pedreiras do Parque Tanguá. Essa logística urbana, desenhada lá atrás, é o que permite que o turista não perca tempo preso no trânsito, mas sim aproveitando o cenário. Mas o verdadeiro “pulo do gato” para entender essa hospitalidade está nos detalhes. É o pinhão quente servido em feirinhas gastronômicas, é a organização impecável dos ônibus biarticulados e a preservação de bairros como Santa Felicidade, onde o legado dos imigrantes italianos ainda dita o ritmo das refeições de domingo. Ali, o acolhimento vem em forma de rodízio de massas e polenta frita, um contraste térmico perfeito para o clima cinzento da capital. Se você quer ver onde a mágica acontece de verdade, precisa sair um pouco do asfalto e encarar os trilhos. O passeio de trem que desce de Curitiba até Morretes é, sem exagero, uma das experiências ferroviárias mais bonitas do mundo. Imagine atravessar a maior área contínua de Mata Atlântica preservada do país, passando por pontes que parecem flutuar sobre abismos e túneis escavados na rocha no século XIX. É uma aula de história e engenharia ao vivo. Lembro de um casal que acompanhei recentemente; eles estavam receosos com a neblina matinal da serra. Expliquei que a “viração” — como chamamos essa névoa que sobe do litoral — faz parte do charme. Quando o trem começa a descer e o verde da Serra do Mar se abre, o silêncio no vagão é absoluto. É o momento em que a natureza assume o protagonismo. Ao chegar em Morretes, o clima muda. O ar fica mais pesado, úmido e quente. E aí entra o barreado.

Comer esse prato típico, cozido por horas em panela de barro até a carne desfiar por completo, é quase um ritual de passagem. Se você não misturar a farinha de mandioca com o caldo até criar aquela liga perfeita, e não colocar a rodela de banana por cima, você não viveu a experiência completa do litoral paranaense. Muitos turistas cometem o erro clássico de tentar fazer tudo por conta própria, ignorando que o clima de Curitiba é temperamental. Em um único dia, você pode precisar de uma japona pesada, um guarda-chuva e, logo depois, de óculos de sol. Por isso, ter um suporte de receptivo local faz tanta diferença. Não é só sobre o transporte, é sobre saber que, se a neblina fechar a Estrada da Graciosa, existe um plano B gastronômico em Antonina ou um tour histórico pelas ruínas da cidade que você não encontraria no Google Maps. Curitiba te ganha no detalhe: na calçada de petit-pavé com o desenho dos pinhões, no pôr do sol alaranjado que só o inverno paranaense proporciona e na sensação de que, apesar do frio lá fora, a cidade foi desenhada para te abraçar. Seja para um city tour fotográfico ou para uma fuga romântica pela Serra do Mar, o segredo é um só: deixe o relógio de lado e permita que o ritmo paranaense dite o tom da viagem. No fim das contas, o frio a gente resolve com um bom vinho ou um café forte, mas a memória de ver a serra do alto do trem, essa fica guardada para sempre.

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O legado dos imigrantes na paisagem rural deCuritiba

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Você já teve aquela sensação de visitar uma cidade, tirar as fotos obrigatórias nos cartões-postais e, ao final do dia, sentir que ainda não entendeu “quem” é aquele lugar de verdade? É um erro comum. Muita gente limita Curitiba ao asfalto impecável e aos tubos de ônibus, esquecendo que a alma da capital paranaense — e o que a torna realmente única — brotou da terra, nas mãos de quem chegou aqui sem nada além de sementes e ferramentas rudimentares. Se você ficar apenas no centro, verá uma metrópole moderna. Mas se você se permitir um olhar mais atento para as bordas da cidade e para a descida da Serra do Mar, vai descobrir que a paisagem rural não é apenas um “cenário”, mas um organismo vivo moldado por poloneses, italianos, ucranianos e alemães. A herança que se come e se pisa O exemplo mais latente dessa transição é Santa Felicidade. Hoje, o bairro é um polo gastronômico pulsante, mas quem caminha por ali com o olhar treinado de um guia local percebe que as casas de alvenaria de pedra e os parreirais que ainda resistem nos quintais contam a história da transmutação da paisagem. Os italianos transformaram o solo pedregoso em fonte de vinho e hortaliças.

Quando você senta para um almoço farto e o garçom traz a polenta frita e o frango a passarinho, você não está apenas consumindo calorias; está participando de um ritual de subsistência que virou identidade cultural. Essa influência se estende para além dos limites urbanos. O “Caminho do Vinho”, em São José dos Pinhais, ou as colônias polonesas que cercam o Parque Tingui, mostram como o urbanismo de Curitiba soube (em grande parte) abraçar o cinturão verde. É um luxo raro: estar a 20 minutos de um arranha-céu e encontrar uma capela de madeira com arquitetura eslava e o cheiro de pão caseiro saindo do forno a lenha. O desafio da logística: como ver o que ninguém vê? O grande problema para o viajante independente é o deslocamento. Como sair do circuito “shopping-parque” e chegar às experiências de turismo de base comunitária ou às vinícolas familiares? É aqui que o receptivo especializado faz a diferença.

Não se trata apenas de um transfer, mas de uma curadoria. Um roteiro privativo bem desenhado permite que você entenda por que os pinheiros (Araucárias) são protegidos com tanto fervor ou como a engenharia da Ferrovia Paranaguá-Curitiba, inaugurada em 1885, foi um feito de imigrantes que desafiaram a densa Mata Atlântica. A experiência sensorial da Serra do Mar Falando na ferrovia, o passeio de trem rumo a Morretes é a maior aula prática de história e ecologia que o Paraná oferece. Enquanto o trem serpenteia pela Serra do Mar, você observa os picos cobertos de neblina e as ruínas de antigas estações que serviam de apoio para quem colonizava o litoral. Ao chegar em Morretes, a paisagem rural muda de novo. O clima fica mais úmido, o ar mais denso. O legado aqui é luso-brasileiro e indígena, traduzido no Barreado — um prato que precisa de 12 horas de cozimento em panela de barro selada com cinzas e farinha. Dica técnica: Se você quer evitar as multidões, a melhor época para essa imersão é entre maio e agosto. O céu de Curitiba costuma ficar num azul profundo, o “veranico” traz tardes quentes e a visibilidade na Serra do Mar é infinitamente melhor para fotografar os viadutos e túneis.

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Plantas e promessas: a matemática por trás do lucroreal na compra de imóveis em lançamento

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Você já entrou em um apartamento decorado e sentiu que o cheiro de café fresco e a iluminação perfeitamente planejada eram um convite irrecusável para o “investimento da sua vida”? O marketing imobiliário é mestre em vender o futuro, mas o lucro real na compra de imóveis na planta não está no brilho do porcelanato do estande, e sim na frieza de uma planilha de Excel que poucos compradores têm paciência de preencher. O grande problema é que a maioria das pessoas olha para o preço de tabela hoje e compara com o preço de um imóvel pronto no mesmo bairro. A conta parece simples: “Comprei por 500 mil, daqui a três anos vai valer 700 mil. Ganhei 200 mil”. Sinto desapontar, mas essa matemática é ilusória e ignora o maior “comedor de margens” do setor: o INCC (Índice Nacional de Custo de Construção). A armadilha do saldo devedor corrigido Quando você assina um contrato para um lançamento, o valor que você vê não é o que você vai pagar no final. Durante a obra, o seu saldo devedor é corrigido mensalmente. Imagine um cenário real: você compra uma unidade de R$ 600 mil. Dá uma entrada de R$ 100 mil e vai pagando parcelas mensais e intermediárias. Se o INCC disparar 10% em um ano de inflação alta na construção, aqueles R$ 500 mil que você ainda deve viram R$ 550 mil num piscar de olhos. Na prática, você está correndo para ficar no mesmo lugar.

Se ao final de 36 meses o imóvel valorizou 30%, mas o custo de construção e os juros do financiamento imobiliário na entrega das chaves subiram na mesma proporção, o seu lucro real é zero. Você apenas protegeu o seu capital da inflação, o que é bem diferente de enriquecer com o mercado imobiliário. Onde mora o lucro de verdade? Para que o investimento em lançamentos imobiliários faça sentido financeiro, a valorização precisa superar o custo de oportunidade e a inflação setorial. Isso acontece em três situações específicas: Aposta na infraestrutura: Quando você compra em uma região que ainda não “aconteceu”, mas que receberá uma estação de metrô, um shopping ou um polo empresarial em breve. Aqui, a valorização urbana se soma à valorização da obra. O desconto da liquidez: Incorporadoras precisam de “caixa” no início do projeto. Quem tem fôlego financeiro para fazer um aporte agressivo na entrada consegue negociar descontos que garantem a margem de lucro já na compra. A estratégia do “Home Staging” pós-entrega: Muitos investidores lucram ao pegar a chave, investir em uma reforma inteligente (marcenaria, iluminação e acabamentos de alto padrão) e revender o imóvel pronto para morar. O comprador final, geralmente alguém que tem pressa e quer evitar o estresse de obra, paga um prêmio por essa conveniência. O fator “Custo de Oportunidade” Muitos corretores de imóveis focam apenas na valorização nominal. Como consultor, eu sempre provoco meus clientes: se você colocar esses mesmos R$ 150 mil de entrada e parcelas em um fundo de investimento conservador, quanto você teria ao final de três anos? Se a projeção de valorização do imóvel não bater o rendimento de uma aplicação financeira somada ao risco da obra (atrasos, problemas na documentação imobiliária ou mudanças no plano diretor), o investimento não se justifica. Comprar um imóvel na planta exige sangue frio para analisar o histórico da construtora e a demanda real de locação ou revenda daquele bairro específico.

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