Coisas legais para fazer em curitiba, veja aqui
Sabe aquele hiato entre o fim de uma reunião no Centro Cívico e o horário do seu voo no Afonso Pena? Ou aquela manhã de quarta-feira que ficou livre porque o cliente desmarcou de última hora? Se você viaja a trabalho para Curitiba, já deve ter percebido que a cidade é um convite silencioso para sair do lobby do hotel. O problema é que, na correria corporativa, a gente acaba viciado no eixo aeroporto-hotel-escritório, perdendo o que a capital paranaense tem de melhor: a logística a favor do lazer. Diferente de São Paulo, onde um deslocamento pode arruinar seu cronograma, Curitiba é “compacta” para quem sabe se movimentar. Se você tem duas horas, dá para ver o mundo. Se tem quatro, dá para ter uma experiência gastronômica de verdade. O “pulo” cirúrgico: Jardim Botânico e MON Se a sua brecha é curta, não invente moda. Vá direto ao Jardim Botânico. É o clichê que vale a pena, especialmente se for no início da manhã ou no fim de tarde.
O ar é outro, e a estrutura de ferro da estufa rende aquela foto que prova que você não ficou só trancado em salas de reunião com ar-condicionado. Agora, se você prefere algo mais “intelectualizado” ou precisa de um café de qualidade para responder e-mails, o Museu Oscar Niemeyer (o famoso MON ou “Museu do Olho”) é o seu lugar. O vão livre é impactante e, mesmo que você não tenha tempo de percorrer todas as exposições, o entorno — o Bosque do Papa — oferece uma paz que ajuda a baixar o cortisol do dia de trabalho. Ali perto, o Centro Cívico concentra o poder político e jurídico, então a logística para quem está em reuniões governamentais é perfeita. O jantar que vira evento em Santa Felicidade Esqueça o serviço de quarto. Se a noite chegou e você quer fechar um negócio ou apenas relaxar com a equipe, Santa Felicidade é o destino. Mas aqui vai uma dica de quem conhece: fuja do óbvio se quiser algo mais intimista. Embora os grandes restaurantes sejam icônicos, o bairro tem adegas e pequenas cantinas que preservam a herança italiana de forma mais autêntica.
Pedir um vinho local e um rodízio de massas é o “confort food” necessário após um dia de planilhas e negociações. A cartada de mestre: E se a sexta-feira terminar mais cedo? Se por um milagre o seu compromisso acabar na hora do almoço de uma sexta ou se você decidiu esticar o fim de semana, existe um divisor de águas: o passeio de trem pela Serra do Mar. Eu sempre digo aos meus clientes corporativos que essa é a melhor forma de “despressurizar”. São cerca de quatro horas de descida rumo a Morretes. Você sai do agito urbano e mergulha na maior reserva contínua de Mata Atlântica do país. A engenharia da ferrovia Paranaguá-Curitiba, inaugurada em 1885, é de cair o queixo — pontes que parecem flutuar e túneis cavados na rocha. Chegando em Morretes, o ritual é obrigatório: comer o Barreado. É um prato pesado? Sim. Mas é a alma do Paraná. A carne cozida por horas até desfiar, servida com farinha de mandioca e banana, é uma experiência sensorial que faz qualquer estresse de escritório desaparecer. Se tiver mais uma horinha, dê um pulo em Antonina para ver as ruínas e o mar antes de subir a serra de volta (desta vez de transfer ou van, para ganhar tempo). Dicas práticas para não perder o voo: O clima é real: Curitiba pode ter as quatro estações em 15 minutos. Tenha sempre um casaco leve e um guarda-chuva no carro.